
De que adiantam essas minhas fugas soturnas, se sempre volto cabisbaixa a teus encantos. Em tempos onde o coração bombeia dor, e cada extenua tentativa é falha, obrigo-me a uma pseudo-desistência, excluo momentos, queimo memórias, desgrudo-me aos poucos de tudo que lhe pertence. Como sempre esta abstinência de ti, faz-me entrar na penumbra deste nostálgico delírio, atingindo-me feito relâmpago, trazendo a tona tudo o que por instantes não foi meu, deixando-me vulneravelmente sua, retrocedendo-me para o ápice de minha não recíproca paixão.

Com licença, pode sair da minha frente? A saudade quer passar, quero vê-la ir bem longe daqui, não importa o meio, mas ela vai. E ela não pode esquecer de levar a angústia junto, não quero mais nenhuma delas junto a mim. Só me fazer relembrar de momentos no qual deveria ter esquecido faz um tempo. Como aquele dia que… (ficou zangada com si mesma) Não, viu? Me culpo de estar pensando naquele homem quando minha vida pode seguir em frente, sem essas duas eu consigo seguir meu caminho, o certo. O errado, (deu risadas) esse eu já sei onde ele ira parar de tantas vezes que eu me equivoquei e o atravessei. (Olhou para baixo) Mas não era para ser assim não… Ah, por isso eu tenho que levar essas duas para fora, agora. Viu o quanto eu sofri só por elas estarem do meu lado?
Olhou a sua volta e nada tinha. Ela estivera conversando sozinha por uns 10 minutos e ninguém parou para ajudá-la ou para consolá-la. Se sente só e triste. Agarra a saudade e a angústia e volta para casa, vai dormir. Recomeça o mesmo dia, sem vitórias, só decepção. (sorrisos-amadores)

Vire-se para trás, olhe o que perdeu, olhe o que deixou passar sem perceber, olhe os momentos que poderiam ter existido. Se orgulha de deixar a vida passar por você? Não devia. Agora vire-se para frente, o que você vê? Não tem nada não é? Então, isso quer dizer que você ainda pode transformar seu futuro, pode se orgulha dele, pode criar lembranças que vão ser memoráveis. Agora saia, se divirta, grite, faça o que quiser, aproveite a vida. (sorrisos-amadores)

Entretida com os pensamentos daquela tarde de garoa fina, mal percebi o barulho que estava ao meu redor. […] Para na janela, com a xícara morna de café com leite em mãos, apenas avistava os pássaros que mesmo com as gotículas que caiam sobre suas assas, voavam livres se rumo e sem cessar.
[…] Quero a liberdade dos pássaros dessa cidade. Quero me livra dessa gaiola. Quero a sutileza do seu cantar. Quero amanhecer com o sol e dormecer com o luar. Quero encantar os olhos de quem me vê pairando pelo céu, sem medo de cair, sem ter por quê esperar. Quero tomar chuva sem medo de se molhar, quem sabe a água fria não leve a dor de um coração quebradiço embora? Quero apenas me sentir leve o suficiente, para que nos dias difíceis a solução dos problemas, seja sair voando, sem a pressa de voltar. — (delicadamente!raivosa)

Fragmentos são levados pelo forte vento de uma noite chuvosa, lições foram aprendidas ao longo do tempo, e de tanto cair, hoje soube levantar. A dor transparece através de seus olhos claros e sensíveis, que de tanto chorar se cansaram. Deixava rolar seus sentimentos pelas águas salgadas do mar, enquanto fechava os olhos, para imaginar um dia melhor. Os mistérios que a vida lhe trazia, mexiam com sua mente e enlouqueciam seu coração, caída em um abismo de mentiras, deixou de acreditar nas pessoas a sua volta. Seu disfarce ninguém avistava, um sorriso sem sal, mas na verdade lágrimas pesadas em sua alma.

Sabe quando você esta tão animado que não consegue ficar parado e mau consegue ficar de olhos fechados? É uma sensação tão boa que não queremos que acabe. Então, é disso que preciso agora, novas aventuras, novas histórias, tudo novo […] talvez se eu me arriscar mais e não ficar pensando nas consequências isso se torne possível.

Parecia tão real meu amor, tão recíproco. Sempre achei que os arrepios sentidos por mim, percorriam meu corpo e chegavam até ti, que o calor de minhas mãos, confortava-te a semana inteira. Sempre achei que os impactos de nossos lábios, faziam-te tremer as pernas, que meu hálito queimava-te a garganta e deixava-te com sede de nós dois. Sempre achei que o roçar da brisa em tua face, lembrava-te carinho meu, que nossa risada em conjunto soava-se amor, por fim, sempre achei que éramos nós, quando sempre fomos eu.