
Entretida com os pensamentos daquela tarde de garoa fina, mal percebi o barulho que estava ao meu redor. […] Para na janela, com a xícara morna de café com leite em mãos, apenas avistava os pássaros que mesmo com as gotículas que caiam sobre suas assas, voavam livres se rumo e sem cessar.
[…] Quero a liberdade dos pássaros dessa cidade. Quero me livra dessa gaiola. Quero a sutileza do seu cantar. Quero amanhecer com o sol e dormecer com o luar. Quero encantar os olhos de quem me vê pairando pelo céu, sem medo de cair, sem ter por quê esperar. Quero tomar chuva sem medo de se molhar, quem sabe a água fria não leve a dor de um coração quebradiço embora? Quero apenas me sentir leve o suficiente, para que nos dias difíceis a solução dos problemas, seja sair voando, sem a pressa de voltar. — (delicadamente!raivosa)